terça-feira, 23 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Lugares de recolhimento
Ruinas de construção de época e funcionalidade incerta. São dois compartimentos de plantas de cantos arredondados, anexos, um deles com o interior dos muros colmatado.
Podem ser estruturas de tipo pastoril, ou estarem relacionadas com a intensa ocupação monástica da serra.
Não foram observados materiais.
O Abrigo do Monte Abraão
Foi feita uma prospecção exploratória ao longo de um caminho tradicional, um carreiro que ligava o Convento da Arrábida ao El Carmen e ao Vale do Risco. Um trajecto que permite apreender a grandiosidade da Arrábida como paisagem natural de alto nível...
O objectivo foi a localização com GPS e a observação e descrição do local, numa dupla perspectiva: espelológica e arqueológica, de um abrigo rochoso que designámos como do Monte Abraão.
Foram observados alguns fragmentos pouco característicos, de cerâmica de roda.
A beleza do coberto vegetal, numa topografia movimentada e tendo como pano de fundo o mar e a foz do Sado, valeu o esforço
Os algares do Portinho
Nas prospecções espeleológicas desenvolvidas no âmbito do Projecto de Carta Arqueológica de Setúbal, está em curso um trabalho sistemático de identificação, registo e interpretação de um interessante complexo de cavidades, localizadas na base do Cabeço da Sela, onde se localizam os restos de um povoado da Idade do Bronze, com cerca de 3000 anos. Esse povoado foi publicado no início do séc. XX pelo investigador Marques da Costa, embora erronramente identificada, em termos cronológicos.
O referido complexo consiste numa sequência de algares verticais, com abatimentos entre eles formando depressões mais ou menos extensas, que se dsenvolve ao longo de, pelo menos, 200 m, paralelamente à linha de costa. Esses poços abrem ao nível do mar, criando uma série de galerias parcialmente interligadas.
Numa delas, foram identificados materiais da Idade do Bronze que, atendendo à topografia, não podiam ter sido arrastados a partir do topo do Cabeço da Sela.
Está em curso o levantamento topográfico integral destas cavidades, tendo em vista uma melhor visão de conjunto e uma melhor aproximação, em termos interpretativos...
O responsável pelos trabalhos de prospecção espeleológica
Uma cratera de abatimento do espaço entre os algares.
Algares interligados
O acesso à linha de água
Uma janela sobre a Pedra da Anicha
De baixo para cima
A dança das taínhas, na base dos poços.
O Portinho da Arrábida, para além da excelente qualidade cénica que o torna uma jóia paisagística só por si, tem ocultas outras paisagens, menos conhecidas e, algumas delas, difíceis de conhecer.
Os Algares do Portinho, tal como fabulosa Fenda, do outro lado da enseada, são paisagens de altíssimo valor como património Natural. Em diálogo obrigatório com o povoado da Idade do Bronze.
O Portinho da Arrábida, para além da excelente qualidade cénica que o torna uma jóia paisagística só por si, tem ocultas outras paisagens, menos conhecidas e, algumas delas, difíceis de conhecer.
Os Algares do Portinho, tal como fabulosa Fenda, do outro lado da enseada, são paisagens de altíssimo valor como património Natural. Em diálogo obrigatório com o povoado da Idade do Bronze.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
São Luís revisitada (II)...
Na sequência da anterior prospecção (publicação), subimos a encosta Sul da Serra de São Luís, a partir da rechã da Quinta da Pena. Desta feita pretendeu-se confirmar a potencial ocupação da rechã do patamar superior, 70 metros acima. Recorde-se que foram registados, na sua encosta, alguns indícios de ocupação pré-história.
O avanço foi difícil e a prospectabilidade impossível pelo facto da área apresentar um coberto vegetal praticamente intransponível. Ficam os sugestivos materiais, a impossibilidade de confirmação de um povoado, uma manhã de ar puro e uma boa observação do território envolvente, com a definição de novas áreas de prospecção.
Um fértil vale enclavado entre São Luís e a Arrábida, conduzindo-nos a vista até às Terras do Risco/Sesimbra

As duas rechãs em 1.º plano

A portela da Comenda, entre a Terra e o Mar - o "caminho de peixe" (Victor S. Gonçalves)

Setúbal e a foz do Sado

O alto de São Luís e a Arrábida no horizonte


terça-feira, 16 de novembro de 2010
São Luís revisitada (I)...
... one more site in the calcolitic landscape


Na encosta de uma pequena rechã da vertente Sul da Serra de São Luís, nas imediações da Quinta da Pena e a cerca de 1 km do povoado da Rotura, registaram-se os seguintes achados: cerâmica manual, fragmento mesial de lâmina de cherte retocada, um nódulo de cherte e um núcleo (?) de jaspe (não fotografado). Atendendo aos materiais observados, à paisagem e à proximidade com outros sítios calcolíticos (Rotura, Pedrão e Pai Mouro), torna-se necessário alargar as prospecções na área, em particular na referida rechã, uma área que sugere um excelente suporte de implantação.
De acrescentar, ainda, na rechã inferior, onde se implanta a Quinta da Pena, numa área contígua ao povoado da Rotura, a ocorrência de vestígios de industria lítica em sílex, alguns fragmentos de cerâmica manual e abundante cerâmica moderna, com destaque para fragmentos de faiança fina e porcelana (século XVII?).
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