
sábado, 26 de fevereiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
Circulando
Mais um dia dedicado ao povoado de altura do Castelo dos Mouros e à sua envolvente. Desta feita a equipa dividiu-se num grupo de prospecção espeleológica, que enfrentou as bancadas da vertente Norte do Formosinho/Picoto, em frente e à vista do Castelo dos Mouros; enquanto no Castelo dos Mouros ficou o arqueólogo de serviço: prospecção arqueológica, registo fotográfico, registo de coordenadas GPS.
No fim do dia, enregelados pelo ventoso frio continental que nos fustigou ao longo da tarde, regressámos aos carros furando por trilhos alternativos chafurdados pelos javalis. No lusco-fusco da hora e da mata coberta do Vidal, no meio da sua vegetação luxuriante em que os arbustos atingem imponente porte arbóreo, tivemos mais uma surpresa: um conjunto de 5 estruturas pétreas, relativamente equidistantes, de planta de desenvolvimento circular e elipsoidal fechado, definida pelo tosco alinhamento de blocos calcários de média dimensão, alguns ortostáticos, com cerca de 7 metros de maior eixo. Uma das estruturas identificadas apresentou características diferentes: de maiores dimensões (cerca de 10 metros de eixo) e de planta perfeitamente circular.
A descoberta carece, no entanto, de melhor caracterização, numa área a prospectar em novas incursões no intuito de identificar mais estruturas e de explorar os afloramentos na base da encosta Norte da Serra da Arrábida, entre o Formosinho e o Picoto.





quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Vale da Rasca landscapes





quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Vale da Rasca | Várzea da Comenda




segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Castelo dos Mouros
domingo, 5 de dezembro de 2010
O segredo é amar
«(a Frei Diogo Crespo)
O mais difícil não é ir à Arrábida, porque no Verão há carreiras de camionetas, no Inverno
há em Azeitão táxis ou carroças ou jeriquinhos tão prestáveis; como os da Cacilhas de antigamente, e de Janeiro a Dezembro, para muita e muito boa gente, há duas pernas vigorosas e de boa vontade que fazem transpor, a Serra pelo Vale do Picheleiro. Difícil, difícil, é entendê- la: porque boas praias, boas sombras e boas vistas há-as em toda a parte para os bons banhistas, os bons amigos de bem-comer, os bons turistas; o que não há em toda a parte é a religiosidade que dá à Serra da Arrábida elevação e sentido. Sabe-se lá se o alor místico lhe vem da origem, se lho deixaram - inefável herança! - os franciscanos do seu Convento?... Mas é fora de dúvida que o visitante, se o não apreendeu, saiu da Arrábida sem sequer ter entrado nela verdadeiramente!
Vá sozinho, suba ao Convento, que é onde o espírito da Serra converge e como que ganha forma, leve, se quiser, os versos de Agostinho (bem-aventurado, que no-lo editou, o Professor Mendes dos Remédios!) e experimente como afinal é fácil estar a sós com Deus.
Quando, de rosado, começa a arroxear-se o horizonte, a Serra é um vulto de sombra parado a meio do silêncio. Pios de ave, como goteiras, piguelingam de quando em quando e de onde a onde - e damos então mais consciente notícia do grande silêncio. Dizemos:
Assim com cousas mudas conversando, com mais quietação delas aprendo que outras que há, ensinar querem falando.
Se a Lua surgir, o mato começa a desenhar no chão arabescos que já sabemos ler; empalidece mais o Convento e nós, compenetrados da beleza divina (ou franciscana?) das coisas, somos a grande porta que se fecha sobre a Serra para a Serra dormir, pela noite longa e azulada de Estrelas, na sua, meditação que já dura séculos.
O Céu fica-lhe perto: Bastaria acordar a meio da noite... Bastaria, para que Deus a ouvisse, sonhar alto um verso de Frei Agostinho, dos muitos que ele rezou e ela sabe de cor...»
Sebastião da Gama
“O Segredo é Amar”, 1969







































