sábado, 26 de fevereiro de 2011

Prospecção Monte Abraão | Estaganhais

Meeting Point in Risco

Instrumento em xisto jaspóide

"Megalitismo Arrabidensis"

Estrutura indefinida

Nature

Dream team


domingo, 23 de janeiro de 2011

Circulando

Mais um dia dedicado ao povoado de altura do Castelo dos Mouros e à sua envolvente. Desta feita a equipa dividiu-se num grupo de prospecção espeleológica, que enfrentou as bancadas da vertente Norte do Formosinho/Picoto, em frente e à vista do Castelo dos Mouros; enquanto no Castelo dos Mouros ficou o arqueólogo de serviço: prospecção arqueológica, registo fotográfico, registo de coordenadas GPS.

No fim do dia, enregelados pelo ventoso frio continental que nos fustigou ao longo da tarde, regressámos aos carros furando por trilhos alternativos chafurdados pelos javalis. No lusco-fusco da hora e da mata coberta do Vidal, no meio da sua vegetação luxuriante em que os arbustos atingem imponente porte arbóreo, tivemos mais uma surpresa: um conjunto de 5 estruturas pétreas, relativamente equidistantes, de planta de desenvolvimento circular e elipsoidal fechado, definida pelo tosco alinhamento de blocos calcários de média dimensão, alguns ortostáticos, com cerca de 7 metros de maior eixo. Uma das estruturas identificadas apresentou características diferentes: de maiores dimensões (cerca de 10 metros de eixo) e de planta perfeitamente circular.

A descoberta carece, no entanto, de melhor caracterização, numa área a prospectar em novas incursões no intuito de identificar mais estruturas e de explorar os afloramentos na base da encosta Norte da Serra da Arrábida, entre o Formosinho e o Picoto.



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Vale da Rasca landscapes

Com a continuidade das prospecções de reconhecimento no Vale da Rasca | Várzea da Comenda, pretende-se construir uma leitura paisagística da área, conducente à identificação de novos sítios arqueológicos. Entretanto, vão sendo marcadas áreas com potencial arqueológico, além do registo de achados avulsos.

A Serra de São Luís e a crista miocénica onde se implanta o povoado calcolítico da Rotura

A Serra de São Luís e o Cabeço do Zimbral, à esquerda

O vale que nos conduz às Terras do Risco | Sesimbra (Bronze Final)

Vale da Rasca landscapes

Por uma "unha negra" - almost full moon


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Vale da Rasca | Várzea da Comenda

Na sequência de anteriores prospecções, onde definimos novas áreas de prospecção a partir do domínio paisagístico do topo da Serra de São Luís, partimos para um terreno de sugestivo potencial arqueológico - o Vale da Rasca.

Trata-se de um fértil vale onde a Ribeira da Ajuda desagua na Ribeira da Comenda (Várzea da Comenda) para juntas desaguarem em regime permanente no Sado-Atlântico. Este vale define uma portela de excelência entre a serra e o mar (o caminho de peixe), entre o território calcolítico da Rotura e os recursos marinho-portuários da Praia da Comenda e Praia da Rasca.

Num escuro fim de tarde foi possível efectuar um expedito reconhecimento da área e identificar alguns materiais arqueológicos pré-históricos (sílex, quartzito e cerâmica).

O Vale da Rasca e a Serra de São Luís

Alguns cabeços e aceiros prospectados

O Cabeço da Ajuda


Alguns dos materiais pré-históricos observados


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Back to Castelo dos Mouros

O Castelo dos Mouros é um símbolo forte da ideologia guerreira dos seus construtores. Recorde-se que as elites do Bronze Final, há cerca de 3000 anos, se faziam representar nas estelas funerárias como guerreiros empunhando armas ou até mesmo apenas pelas armas (mais o espelho, o pente e a fíbula...).
Construir uma muralha sólida, numa ladeira extremamente inclinada, foi certamente uma obra notável. Visualmente, o castelo era um marco muito conspícuo na paisagem a Norte da Arrábida, alcandorado sobre os campos de Azeitão.
A encosta Norte, num dos troços mais intransponíveis. A circulação só é praticável, quer na vertical, quer na horizontal, pelos bordos das placas calcárias.

A entrada NE do Castelo dos Mouros: perigosa, mas viável. Na base desta rampa, observam-se vestígios de uma eventual estrutura defensiva.

A encosta Norte, num dos troços transponíveis, com vestígios de agenciamento de um "caminho" aproveitando os topos das placas calcárias.

O acesso actual ao Castelo dos Mouros mantém, provavelmente, o traçado de um dos acessos proto-históricos. Em alguns pontos são notórios os agenciamentos.

O cume: a face Sul do penhasco, de perfil vertical, faz um ângulo agudo com a face Norte, com elevado declive, seguindo as camadas calcárias. 
Megalitismo extravagante: grande bloco calcário levantado, por razões desconhecidas.

O bloco "megalítico" ergue-se junto à beira do paredão vertical.

Outro bloco "megalítico" remobilizado.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Castelo dos Mouros

O Castelo dos Mouros é o mais espectacular dos povoados da Idade do Bronze da Arrábida.
Trata-se de um esporão rochoso ,de perfil assimétrico, delimitado a Sul por um paredão vertical que atinge vários metros de altura e, a Norte, por uma encosta de rocha nua, muito inclinada.
A reforçar a inexpugnabilidade do sítio, há evidência de um circuito de muralhas em que, sobretudo do lado Norte, foi usado um aparelho de carácter ciclópico.
No lado Sul, a muralha atingia 1, 75 m de largura e a face externa da mesma continuava, para cima, a superfície do paredão.
No lado Norte, a muralha criou , na meia encosta, um patamar relativamente plano, onde ocorrem abundantes restos de cerâmica.
São visíveis 3 entradas no recinto fortificado: uma, no lado Sul, aproveitando uma lacuna no esporão, de provável origem tectónica.
No lado Norte, com uma interrupção na muralha de cerca de 1 m de largura.
Na extremidade SE, parece haver um acesso natural relativamente fácil, junto ao qual foi aparentemente construida uma estrutura defensiva.
Muito interessante também o poço que se localiza junto à entrada Sul: apresenta um perfil ligeiramente oblíquo, e encontra-se parcialmente colmatado, apesar de ainda apresentar hoje uns 7-8 m de profundidade.
A cavidade cársica aberta na base do paredão é por outro lado, um elemento paisagístico com elevado potencial simbólico.  


Texto de Joaquim Rasteiro, de 1897.

Vista para Leste, a partir do topo do povoado

Fragmentos de cerâmica, à superfície

Entrada de cavidade cársica, na base do paredão Sul.

Sala no interior da referida cavidade

Detalhe da muralha, no lado Sul, construida no prolongamento do paredão.

Detalhe da face da muralha no lado Sul

Detalhe da face da muralha no lado Sul


 Detalhe do topo da muralha no lado Sul, com ambas as faces visíveis.

Detalhe do aparelho "ciclópico", do lado Norte.

Detalhe do aparelho "ciclópico", do lado Norte.

Detalhe do aparelho "ciclópico", do lado Norte.

O talude, junto à muralha do lado Norte

A porta, do lado Sul, vista de dentro para fora

A porta, do lado Sul, vista de fora para dentro


A entrada do poço

O poço, junto à entrada do lado Sul.